Da expressividade sonora ao multimédia – percursos do jornalismo radiofónico português
Luís Bonixe
Última alteração: 10-04-2009
Resumo
A rádio enquanto meio de comunicação tem sofrido várias transformações ao longo da sua história que devem ser entendidas no contexto das mudanças sociais, culturais, políticas e tecnológicas. De principal media de massas, a rádio passou por uma fase de reinvenção após o aparecimento da televisão que lhe retirou espaço na vida dos indivíduos, mas que, aproveitando a suas características de meio sonoro, se tornou num excelente apêndice do homem moderno. Com a Internet, enfrentará, porventura, um dos seus maiores desafios que, no limite, conduz a que muitos antevejam o seu fim. Num tal cenário, que papel cabe ainda à rádio informativa? E como tem passado por tudo isto, o jornalismo radiofónico em Portugal? É com base nestas questões preliminares que propomos a presente comunicação na qual lançamos um olhar sobre o jornalismo radiofónico em Portugal. A comunicação focaliza-se na análise de três momentos fundamentais no percurso do jornalismo radiofónico português no pós-25 de Abril: a liberalização do sector, ocorrida no final dos anos 80, o aparecimento da TSF e a Internet como cenário emergente. Em qualquer destas fases ocorreram transformações para a rádio em geral, e para o jornalismo radiofónico em particular, mas que mantiveram a genética do meio caracterizado pelo exclusividade sonora do seu discurso. A presença na Internet convoca outro questionamento à própria rádio que se vê confrontada com um universo expressivo caracterizado por formas e ferramentas que modificam processos de produção e disponibilização da informação. A comunicação propõe, assim, um olhar sobre esta ―nova rádio‖ e em particular para o jornalismo que nela se faz. De principal media de massas, a rádio passou por uma fase de reinvenção após o aparecimento da televisão que lhe retirou espaço na vida dos indivíduos, mas que, aproveitando a suas características de meio sonoro, se tornou num excelente apêndice do homem moderno. Com a Internet, enfrentará, porventura, um dos seus maiores desafios pois os seus conteúdos já não são exclusivamente sonoros, irrepetíveis e efémeros. Num tal cenário, que papel cabe ainda à rádio informativa? E como tem passado por tudo isto, o jornalismo radiofónico em Portugal? O texto que apresentamos lança um olhar sobre alguns dos principais momentos da história do jornalismo radiofónico português, tentando sublinhar os modelos e práticas que no contexto português foram adoptadas num cenário caracterizado pela exclusividade das mensagens sonoras na rádio. O artigo termina com uma caracterização dos sites das três principais rádios informativas portuguesas no actual momento de transição do sonoro para o multimédia.
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